quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Erico Verissimo

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Érico Veríssimo nasceu e morreu no Rio Grande do Sul.
É considerado um dos escritores mais populares da Literatura Brasileira.
Começou a trabalhar muito jovem (por causa de uma crise econômica enfrentada por sua família), e isso o impediu de cursar a universidade.
Sua estréia na literatura ocorreu em 1932 com a coletânea de contos Fantoches.
Mas foi com a obra Clarissa (1933) que começou a se tornar popular.
Sua obra pode ser dividida em três fases:
1ª fase
Inicia-se com a publicação de Clarissa. Depois vieram: Caminhos Cruzados, Música ao longeUm lugar ao sol, Saga, Olhai os lírios do campo, O resto é silêncio.
Características da primeira fase:
- Registro do cotidiano da vida urbana de Porto Alegre
- Apresentação de problemas morais, sociais e humanos
Suas obras foram traduzidas para diversos idiomas.
2ª fase
Inicia-se com a obra-prima O Tempo e o Vento, obra que fala da formação do Rio Grande do Sul desde as suas origens (no século XVIII) até 1946.
A obra é composta de três partes:
- O continente (1949)
- O retrato (1951)
- O arquipélago (1961)
3ª fase
Obras
- O prisioneiro
- O senhor embaixador
Incidente em Antares
Características da terceira fase
Temas políticos e de engajamento social.
Além dessas obras, Érico Veríssimo também dedicou-se à ficção didática:
Viagem à aurora do mundo
Aventuras no mundo da higiene
Literatura infantil: Os três porquinhos pobres
Livro de memórias: Solo de clarineta
Érico Veríssimo é pai de Luís Fernando Veríssimo, também renomado escritor.

José Lins do Rego

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Nascido em Pilar na Paraíba, José Lins do Rego  (1901-1957) concentra a maior expressão de sua prosa na decadência da estrutura social e econômica dos latifúndios e engenhos de açúcar, influência de sua infância e adolescência vividas no engenho e seu avô paterno, o coronel José Paulino.
Cursou Direito em Recife, período em que conviveu com o grupo modernista ali emergente, formado por José Américo de Almeida, Gilberto Freire e outros. Ao atuar como promotor em Maceió, onde escreveu seus primeiros romances, tornou-se amigo de Graciliano RamosJorge de Lima e Rachel de Queiroz. Atuou também na imprensa, na vida diplomática e, pouco antes de morrer, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras.
Num misto de ficção e lembranças de sua vida de menino, o escritor retrata, no conjunto de sua obra, a vida nordestina na visão de quem participou ativamente dela, num período de grandes transformações de natureza econômica e social, resultado da decadência do engenho que começava a ser substituído pela usina moderna. Isso numa linguagem regionalista, popular e fluida.
Ao contar a história de sua terra, segundo o crítico Peregrino Júnior, José Lins do Rego nos apresenta um “documentário autêntico de toda a vida do Nordeste: o mandonismo dos coronéis, o conflito entre os patriarcas rurais e os jovens bacharéis fracassados, a luta da indústria (usinas) contra o ‘atraso feudal’ (engenhos)”; de acordo com o crítico, “o drama do fanatismo popular, as tropelias heróicas dos bandoleiros soltos a fazer justiça com as próprias mãos, as intrigas miúdas da política municipal”, isso tudo o escritor mostra poeticamente, de forma dolorosa, como a vida de toda a gente dos engenhos, canaviais e das casas-grandes do Nordeste.
A prosa de José Lins do Rego foi dividia, por ele mesmo, em dois ciclos: o da cana-de-açúcar, que compreende “Fogo Morto”, sua obra-prima, “Menino de Engenho”, “Usina”, “Doidinho” e “Bangüê”. “Pedra Bonita” e “Cangaceiros” compõem o ciclo do cangaço, seca e misticismo. Além dessas obras, publicou ainda “Riacho Doce”, adaptada para a televisão e cinema, “Moleque Ricardo”, “Pureza”, “Água Mãe” e “Eurídice”.
José Lins do Rego pode não apresentar uma análise crítica e social em suas obras, como a de seu amigo Graciliano Ramos. No entanto, como poucos, transpôs para literatura o imaginário do povo nordestino que, antes dele, só aparecia nas narrativas orais, nos repentes e na literatura de cordel.
Fontes
CEREJA, William Roberto e MAGALHÃES, Thereza Cochar. Literatura Brasileira em diálogo com outras literaturas. 3 ed. São Paulo, Atual editora, 2005, p.454-6.
SARMENTO, Leila Lauar. Português: Literatura, Gramática e Produção de Texto. São Paulo, Moderna, 2004, p. 152.

Jorge Amado

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Nasceu em 10 de agosto de 1912 na Bahia e é considerado um dos mais populares escritores brasileiros.
Trabalhou em jornais e formou-se pela Faculdade Nacional de Direito no Rio de Janeiro, em 1935.
Seu primeiro romance - “O País do Carnaval” – foi publicado em 1931, porém, Jorge Amado só alcançou notoriedade com seus dois romances seguintes chamados: “Cacau” e “Suor”.
Em abril de 1961, foi eleito para integrar a Academia Brasileira de Letras.
Em seus livros, Jorge Amado leva até o leitor o dia-a-dia dos personagens marginalizados que vivem em Salvador (homens do cais do porto, pescadores, menores abandonados, pais-de-santo, prostitutas, malandros), além de abordar também vários costumes provincianos e festas populares.
Ao citar estes personagens e abordar questões de interesse social, o escritor denuncia a miséria e a opressão em que vivem essas pessoas.
Suas obras apresentam altos e baixos, o escritor abusa dos clichês e não tem cuidado formal. Apesar disso, ao lermos seus romances temos uma vasta visão da sociedade baiana.
O tom coloquial e popular de suas obras cativou o público que se encantou com seus livros que foram traduzidos em vários países.
Muitas de suas obras viraram novela (“Tieta”), série de TV (“Teresa Batista”) ou filme (“Dona Flor e seus dois maridos”).
Recebeu vários prêmios dentre eles Pablo Neruda ( Rússia, 1989), Luís de Camões (Brasil-Portugal, 1995), Jabuti (Brasil,1959, 1997) e Ministério da Cultura (Brasil,1997)
Apesar de tanta popularidade, muitos críticos ainda tem muita reserva ao analisar suas obras.
Jorge Amado morreu em 6 de agosto de 2001.

PRINCIPAIS OBRAS
“Tieta do Agreste”
“Gabriela cravo e canela”
A morte e a morte de Quincas Berro d’Água
"Tenda dos Milagres”
Capitães de Areia
“Jubiabá”
“Dona Flor e seus Dois maridos”
“Teresa Batista cansada de guerra”

Rachel de Queiroz

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Rachel de Queiroz nasceu em 17 de novembro de 1910, em Fortaleza (CE). Ainda muito jovem, com apenas vinte anos, destaca-se através da publicação do romance “O Quinze”, o qual aborda a triste realidade dos retirantes nordestinos, drama este que a escritora vivenciou. Sua família mudou-se para o Rio de Janeiro, fugindo das seqüelas que a seca de 1915 ocasionou no Nordeste. Contudo, permanecem na capital por pouco tempo até fixarem-se em Belém do Pará.

Após esse evento, Rachel retorna com a família para o Ceará, onde faz o curso normal no Colégio Imaculada Conceição e forma-se professora com somente quinze anos de idade. De volta à fazenda dos pais, em Quixadá, dedica-se à leitura de literaturas nacionais e estrangeiras e começa seus primeiros escritos.
Por causa de uma publicação no jornal “O Ceará”, a escritora é convidada pelo diretor do veículo de informação a colaborar com o mesmo. Alguns anos mais tarde, em paralelo à função de repórter, exerceu a profissão como professora de História no colégio onde formou.

Aos dezenove anos passa por problemas de trato respiratório e é obrigada a ficar de repouso em casa. Nesse período, começa a escrever o romance que a consagrou como escritora, “O Quinze”, e tem como alicerce a sua própria experiência. Esta obra recebeu prêmio da Fundação Graça Aranha e repercutiu pelas maiores capitais. Vai até o Rio de Janeiro receber a premiação honrosa e na volta ao Ceará tem contato com os integrantes do Partido Comunista. Então, inicia atividades na militância política e participa da fundação do PC cearense.

Quando seu livro “João Miguel” (1932) é censurado pelo comitê do partido, rompe com o mesmo.

Em 1932, casa-se com o poeta José Auto da Cruz Oliveira com quem tem uma filha, Clotilde, a qual falece pouco depois, aos 18 meses.

Quando muda-se para Maceió, em 1935, passa a ter contato com outros escritores: Jorge de Lima, Graciliano Ramos, José Lins do Rego. Com a chegada do Estado Novo, seus livros e de seus amigos escritores são queimados na Bahia, sob acusação de serem revolucionários.

Em 1937, é presa por apoiar a facção marxista apoiada nas idéias de Trotski. Algum tempo depois, com o falecimento do revolucionário, abandona os ideais esquerdistas.

Em 1939, separa-se de seu marido e muda-se para o Rio de Janeiro, onde publicou o livro “Três Marias” (1939).
Em 1940, casa-se novamente com o médico Oyama de Macedo, com quem permanece até 1982, quando este falece.

Rachel de Queiroz continua a publicar alguns livros e a colaborar para jornais e revistas. Faz ainda traduções e obras para o teatro e para a literatura infantil. Sua obra “O Quinze” é publicada no exterior, “As três Marias” é adaptada para a telenovela e “Dora, Doralina” além de ser publicado no exterior tem sua adaptação no cinema na década de 80.

Foi a primeira mulher a possuir uma cadeira na Academia Brasileira de Letras.

Rachel de Queiroz falece aos 4 de novembro de 2003, aos 90 anos. Dizia que ao final dos anos escrevia só para se sustentar.

Vejamos um trecho da obra “O Quinze”:

(..)

Levantou-se, bebeu um gole na cabaça. A água fria, batendo no estômago limpo, deu-lhe uma pancada dolorosa. E novamente estendido de ilharga, inutilmente procurou dormir.
A rede de Cordulina tentava um balanço para enganar o menino – pobrezinho!
O peito estava seco como uma sola velha! – gemia, estalando mais, nos rasgões.

(...)

Graciliano Ramos

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Nascido em 27 de outubro de 1892, em Quebrangulo, sertão de Alagoas, era o primeiro dos dezesseis filhos de Sebastião Ramos de Oliveira e Maria Amélia Ferro Ramos. Cresceu nas cidades de Viçosa, Palmeira dos Índios (AL) e Buíque (PE) enfrentando não só a seca, mas também as surras aplicadas pelo pai, fato que o fez acreditar desde cedo que todas as relações humanas se movem pela violência.
Graciliano Ramos  atuou como revisor e escritor em diversos jornais e revistas pelos lugares em que passou. Em 1904, criou o jornal o Dilúculo, dedicado às crianças; participou do Echo Viçonsense, no qual, trabalhava como redator Mário Venâncio seu mentor intelectual, e cujo suicídio em fevereiro de 1906, pôs fim ao respectivo jornal. Em 1905 frequentou por pouco tempo o Colégio Quinze de Março, em Maceió. Em todos os jornais em que colaborou, Graciliano adotou diversos pseudônimos, tais como: Feliciano de Olivença (com o qual começou a publicar sonetos na revista O Malho), Almeida Cunha, S. de Almeida, Soares Lobato, Soares de Almeida Cunha e Lambda. Em 1910 o Jornal de Alagoas, do qual também era colaborador, move um inquérito literário contra o escritor; em outubro do mesmo ano Graciliano muda-se para Palmeira dos Índios, aonde, após diversas idas e vindas, casa-se com Maria Augusta Ramos em 1915. Após cinco anos, em 1920, falece sua esposa deixando-o com quatro filhos pequenos.
Graciliano é eleito prefeito da cidade de Palmeira dos Índios em 1927 e empossado no ano de 1928. Em 1932, renuncia ao cargo de prefeito e muda-se para Maceió onde é nomeado diretor da Imprensa Oficial; casa-se com Heloisa Medeiros, e colabora com jornais sob o pseudônimo Lúcio Guedes. Após um curto período, pede demissão do cargo e retorna para Palmeira dos Índios, funda uma escola no interior da sacristia da igreja Matriz e escreve os primeiros capítulos de São Bernardo. Em 1933 lança seu primeiro livro, Caetés, que vinha escrevendo desde 1925. Em 1934, falece seu pai em Palmeira dos Índios.
Em 1936, acusado informalmente de ter conspirado no malsucedido levante comunista de novembro de 1935, é demitido. Preso em Maceió é levado para Recife de onde embarca para o Rio de janeiro com outros 115 presos. Permaneceu preso no Rio de Janeiro até 1937, passando pelo Pavilhão dos Primários da Casa de detenção, pela Colônia Correcional de Dois Rios, na Ilha Grande, retornou a Casa de Detenção e finalmente passou pela Sala da Capela de Correção. Em agosto de 1937 é lançado seu livro Angústia que recebe no mesmo ano o prêmio Lima Barreto pela Revista Acadêmica. Ainda em 1937, é libertado e passa a trabalhar como copidesque em jornais do Rio de Janeiro.
A Revista Acadêmica lança uma edição especial que traz treze artigos sobre o escritor. Recebe o prêmio Literatura Infantil do Ministério da Educação por A Terra dos meninos pelados. Vidas Secas, seu mais famoso romance, é publicado em 1938 e no ano seguinte o escritor é nomeado Inspetor Federal do Ensino Secundário no Rio de Janeiro.
Em 1940, juntamente com Álvaro Moreira, Joel Silveira, José Lins do Rego e outros "conhecidos comunistas e elementos de esquerda", como consta em sua ficha na polícia, passa a frequentar a sede da revista Diretrizes. Recebe em 1942 o prêmio Felipe de Oliveira pelo conjunto de sua obra, por ocasião da comemoração de seus 50 anos. Publica o livro Brandão entre o mar e o amor, escrito em parceria com Jorge Amado, José Lins do Rego, Aníbal Machado e Rachel de Queiroz. Sua mãe falece em 1943, também em Palmeira dos Índios. Em 1944 seu livro Angústia é publicado no Uruguai. Em 1945 filia-se ao Partido Comunista e lança os livros Dois dedos e Infância, este último um livro de memórias. Nesse período, Antônio Cândido, publica uma série de cinco artigos sobre a obra de Graciliano Ramos no jornal Diário de São Paulo ao qual Graciliano responde por carta, material este, que é transformado no livro Ficção e Confissão. Em 1948 o livro Infância também é publicado no Uruguai. Em 1951 é eleito presidente da Associação Brasileira de Escritores, sendo reeleito em 1952. Em abril deste mesmo ano vai a Tcheco-Eslováquia e a Rússia em companhia de sua segunda esposa, onde tem alguns de seus romances traduzidos. Passam também pela França e por Portugal. Retorna em 16 de junho, já doente, e decide seguir para Buenos Aires na Argentina onde passa a tratar dos problemas pulmonares em setembro do mesmo ano. Passa por uma cirurgia, mas os médicos não lhe garantem muito tempo de vida.
Os 60 anos de Graciliano Ramos são lembrados em sessão solene na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, presidida por Peregrino Júnior, da Academia Brasileira de Letras, na qual falaram sobre sua obra Jorge Amado, Peregrino Júnior, Miécio Tati, Heraldo Bruno, José Lins do Rego e outros. Em seu nome, falou sua filha Clara Ramos. É internado em 1953, na Casa de Saúde e Maternidade São Vitor, onde falece, vítima do câncer no dia 20 de março. É publicado o livro Memórias do Cárcere sem o capítulo final, o qual Graciliano não chegou a concluir. Seus livros São Bernardo e Insônia são publicados em Portugal em 1957 e 1962, respectivamente. O livro Vidas Secas recebe o prêmio Fundação William Faulkner na Virginia, USA. Em 1963 é lembrado pela exposição Retrospectivas das Obras de Graciliano Ramos, na cidade de Curitiba (PA), por ocasião do aniversário de 10 anos de sua morte, e pela Exposição Graciliano Ramos, realizada pela Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Em 1965 e 1970, são publicados em Portugal os romances Caetés e Memórias do Cárcere respectivamente. Nelson Pereira dos Santos adapta para o cinema os livros Vidas Secas e Memórias do Cárcere, em 1963 e 1983, sendo que o primeiro obtém os prêmios Catholique International du Cinema e Ciudad de Valladolid (Espanha). São Bernardo é dirigido em 1980 por Leon Hirszman.
Bibliografia:
-Caetés - romance
-São Bernardo - romance
-Angústia – romance
-Vidas secas - romance
-Infância - memórias
-Dois dedos - contos
-Insônia - contos
-Memórias do cárcere - memórias
-Viagem - impressões sobre a Tcheco-Eslováquia e a URSS.
-Linhas tortas - crônicas
-Viventes das Alagoas - crônicas
-Alexandre e outros irmãos (Histórias de Alexandre, A terra dos meninos pelados e Pequena história da República).
-Cartas - correspondência pessoal.
Fonte: http://www.releituras.com/graciramos_bio.asp, http://www.graciliano.com.br/entrada.html, http://www.mundocultural.com.br/literatura1/modernismo/brasil/2_fase/graciliano_ramos/

sábado, 13 de dezembro de 2014

Principais Autores :


Autores :

        Carlos drumond de andrade    
                                                   
                                      
                                         





Jorge de Lima                                


    Murilo Mendes
    Cecila Meireles 
   Vinicius de Moraes



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